Mostrando postagens com marcador Sai Baba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sai Baba. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

PRATIQUEMOS OS VALORES ESPIRITUAIS

 

Que possamos olhar para este mundo conturbado que estamos vivendo através da lente da bondade. Nosso planeta passa por profundas transformações, principalmente ao nível social e espiritual. Chegou o derradeiro momento de olharmos mais criteriosamente para a relação existente entre nossa vida e a do outro, ou seja, de olharmos para a sociedade que vivemos como um todo.  Chegou a hora de abandonarmos os interesses pessoais e agirmos em favor de uma sociedade mais justa, harmônica e saudável. Vivemos um momento de grandes reviravoltas, onde tudo, quer seja positivo ou negativo, vem à tona; e isto, para boa parte da humanidade, que ainda agarrada aos falsos valores materiais, causa grande dor e sofrimento. Chegou a hora da separação: quem alcançou um razoável desapego aos bens efêmeros da vida e passou a olhar e agir para o bem do próximo, passará. E isto é sério, muito sério! Não viemos a este mundo para nos divertir com coisas passageiras, mas para buscar a integração com a vida; e a vida é o outro. Não estamos aqui para bradar o “eu, eu, eu”, e sim para fomentar o “nós, nós, nós”. Estamos aqui para consolar mais do que ser consolado, para compreender melhor o outro do que ser compreendido, e para amar mais, independente de que em quais condições também seremos amados. Estamos aqui para abrir mão deste comportamento egocêntrico que perpetuamos ao longo das eras.

Para isso, precisamos desenvolver alguns aspectos de nosso caráter, conforme nos ensinou Sathya Sai Baba, relembrando os ensinamentos universais de Bem-Amado Mestre Yeshu’a (Jesus) – que, ao longo de sua vida terrena, absorveu a consciência do Cristo. Então, o que temos a desenvolver: a retidão, a paz interior, a não-violência, o amor e a verdade.

Em primeiro lugar, e que está na base da formação de um bom caráter, a retidão.  Sem ela não há caminho, não há propósito e não acertamos o alvo.  Ficamos a rodar em círculos, achando que estamos indo a algum lugar!  Temos que ser honestos conosco.  Não há mais espaço nem tempo para enrolar e fazer de conta.  A justiça divina está dentro de nós e sabemos muito bem quando nos desviamos do caminho.  E isto é simples!  Basta que apliquemos a lei maior de convivência sócio-espiritual: “NÃO FAÇAIS AO OUTRO O QUE NÃO GOSTARIAS QUE FOSSE FEITO A SI MESMO”.  Seja honesto e não se corrompa!

Na sequência de uma atitude reta perante o outro vem a paz interior.  A paz emerge na medida que aceitamos a vida como ela é e soltamos o controle, deixamos de manipular os fatos e entregamos tudo ao Poder Superior, ou melhor, nos rendemos ao único poder que existe – o divino.  A vida material é composta de ganhos e perdas, de acertos e erros, de altos e baixos, e controlar isso por todo o tempo é angustiante, é aflitivo e inquietante.  Solte a inveja!  Solte o ciúme!  Seja grato por tudo que o Universo te proporcionou – são presentes divinos que nos fazem trabalhar, ora a generosidade, ora o desapego.  “BUSCAI PRIMEIRO O AMOR AO PAI E SUA ORDEM CÓSMICA; E TUDO O MAIS VOS SERÁ DADO”. 

No terceiro andar da nossa edificação de um caráter saudável encontra-se a não-violência, que significa olhar com neutralidade para todos os acontecimentos.  Que nosso entendimento seja passivo e equânime!  Pois, quando entregamos tudo à Suprema Inteligência, deixamos de dar peso aos fatos e atitudes.  Entendemos que tudo está sob a Ordem Cósmica.  Deixamos de dar valor às invasões, agressões e ferimentos que recebemos e, consequentemente paramos de invadir, agredir e ferir o outro.  Compreender o outro sem julgo antes de querer ser compreendido – esta é a chave para a boa convivência social.  “NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS”.  Seguindo este ensinamento do Mestre chegamos ao Criador.

Somente então podemos desenvolver o amor mais profundo; aquele amor inegoísta, sem barganhas, onde o único propósito é servir ao Supremo, por amor a Ele.  “AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO” é o mandamento chave para que este amor brilhe em toda a sua plenitude.  Isto significa estarmos em contato com a energia do outro, seus anseios e necessidades, como se fossem os nossos próprios.  Portanto, procuremos estar próximo de todos, escutando as suas necessidades, vendo de fato o outro, sentindo seus sentimentos.  Nada tem mais luz do que enxergar a sublimidade do Criador em todos os seres e amá-los, aproximá-los de si e reverenciá-los como a si mesmo.

Enfim, a verdade.  Como alcançá-la em sua plenitude?  Mantendo-se puro, íntegro e autêntico em nossos pensamentos, palavras e ações alcançamos a verdade.  A pureza é o carimbo da verdade, pois “BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A PUREZA DE DEUS”.  Ver a pureza de Deus é vê-Lo em toda a sua plenitude e beleza; é vê-Lo verdadeiramente.  Procuremos expressar nossos sentimentos e pensamentos com firmeza e autenticidade.  O que a nossa boca fala e o nosso corpo exterioriza deve estar conectado ao que há de mais íntimo em nosso ser.  Façamos de nossa vida o caminho para a verdade.

Que tenhamos todos os nossos dias inspirados nos valores do Cristo!  Que nosso Amado Mestre Yeshu’a Jesus nos abençoe!  Que Suas Bênçãos cubra a todos, em especial, àqueles mais necessitados que encontramos pelas ruas dormindo ao relento, àqueles que vemos nos noticiários fugindo das guerras e torturas e àqueles, “vítimas” de catástrofes naturais.

SEJAMOS TODOS FELIZES!!!

ESFORCEMO-NOS POR UM MUNDO MELHOR!!!




sexta-feira, 25 de setembro de 2020

GĀYATRῙ MANTRA

 

Oṁ bhūr bhuvaḥ svaḥ

Tatsaviturvareṇyaṁ

Bhargo devasya dhīmahi

Dhiyo yo naḥ prachodayāt

 

Oṁ. Aos planos da existência

Meditemos na grandeza da criação

Aquele que é o brilho da luz

Que Ele inspire [a plenitude] em nossos intelectos

 

Conforme o Ṛig Veda, “na gayatryah paro mantrah”, ou seja, “não há mantra mais importante que o Gāyatrī”. Sua divindade é o próprio Parabrahman, o Supremo, Absoluto ou o Eterno.

A palavra Gāyatrī vem de gāyatra, e por sua vez, é derivado de duas palavras: gāya, que significa “canto”, e da raiz verbal tṛi, significando “aquele que libera ou protege”. Portanto, Gāyatrī significa “o canto que libera ou protege”. Também é uma palavra sânscrita para designar a métrica de uma música ou hino de 24 sílabas (três versos de 8 sílabas). A palavra mantra, conforme já visto, pode significar libertação da mente ou aquilo que protege a mete, e oração, de modo que Gāyatrī Mantra pode ser traduzido como “uma oração, ou melhor, uma prece de louvor, que desperta as energias vitais e traz a libertação do Ser”.

O Gāyatrī Mantra aparece nos quatro Vedas, mas é no Ṛig Veda que ele surge, já que os outros três – Yajur, Sama e Atharva – contém muito material do Ṛig Veda. O Gāyatrī é um mantra dedicado ao sol. Esse mantra é considerado tão poderoso que na Índia antiga somente a casta superior, os brāhmaṇas, tinham a permissão para recitá-lo.

Na Bhagavad Gītā capítulo 10, versículo 35, Kṛiṣhṇa diz: “Sou também o grande hino entre os hinos do Sama Veda; entre as formas métricas sou Gāyatrī”. No simbolismo védico da Índia, Indra, o rei dos Devas, representante dos céus, aconselhou Manu, pai da raça humana, a recitar o Gāyatrī, porque com sua grande força é possível dominar todos os Vedas.

O Gāyatrī evoca a luz e o discernimento, e deve ser recitado mil vezes por dia (dez voltas no japamālā), o que corresponde a 3 horas de prática, durante 100 dias. Ao recitar o mantra, deve-se fazer uma pausa depois do Oṁ, e também depois de cada verso. “Oṁ” representa o verbo, o som primordial, o todo, o eterno e transcendental. “Bhūr bhuvaḥ svaḥ” representam os três mundos: o físico, da matéria ou da natureza (bhūḥ); o psíquico ou sutil, da alma ou do astral (bhuvaḥ), e o causal ou celestial, do espírito divino (svaḥ ou suvaḥ). Este conjunto – Oṁ bhūr bhuvaḥ svaḥ – não é propriamente parte do Gāyatrī, mas uma fórmula tirada do Yajur Veda e que foi anexada ao início do Gāyatrī.

Em “tatsaviturvareṇyaṁ” invocamos a glória de Ῑśhvara, Criador do Universo e que merece a nossa adoração. Após a terceira pausa, recitamos “bhargo devasya dhīmahi”, reverenciando aquele que é todo sabedoria – a consciência – e que destrói toda a ignorância. Fazemos então a quarta pausa e passamos ao quinto e último verso, recitando “dhiyo yonaḥ prachodayāt”, onde pedimos a iluminação de nosso intelecto para que possamos transcender a dualidade da mente e alcançar o estado pleno e absoluto do Ser. É importante saber que neste último verso, na palavra “naḥ”, o “” (visarga) precede uma palavra iniciada pela consoante “p”, transformando-lhe no som de “f”. Isto é importante porque sem a pronúncia do “f” a palavra sânscrita, que corresponde ao pronome “nós”, “para nós”, “nosso”, passa a ser “na”, que significa uma negação, o que transforma o verso em um pedido para que “não ilumine o intelecto”.

Este mantra deve ser recitado devagar, sentindo sua melodia e seu significado. Com a prática, ele nos libertará da roda da vida (saṁsāra). Ele também é eficaz para aqueles que tendem ao suicídio, que estão pessimistas e preguiçosos, sem força de vontade, cansados, tristes e desanimados. O Gāyatrī Mantra consome pāpa (mal karma ou má sorte), restituindo a saúde, o vigor, o entusiasmo e a alegria de viver. Ele ainda pode gerar uma energia sutil no ambiente, a se irradiar para a sociedade, quando é cantado por um grupo de pessoas, produzindo prosperidade e bem-estar. É um mantra bastante auspicioso!

O Gāyatrī deve ser cantado, preferencialmente, pela manhã ao nascer do Sol, voltado para ele (nascente), fazendo um japamālā inteiro, ou seja, as 108 contas. Ao final, faz-se uma oferenda de água à Savitṛi (divindade do Sol). O Amado Mestre Sathya Sai Baba recomendava que recitassem o Gāyatrī, várias vezes, em diferentes períodos do dia. Ele cantava um pouco diferente do tradicional, mas não menos auspicioso. Completamos o ritual de recitar o Gāyatrī pedindo paz (śhānti) três vezes – para si mesmo, para o ambiente e para a natureza – e saudamos a todos os Mestres espirituais.